Por Jéfferson Procópio – Protestar é atestar, para quem o investe, passe no teste

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Nós, bons brasileiros que somos, vivemos em um país totalmente globalizado, diversificado e cultural, onde devemos utilizar desta vasta seara para podermos acompanhar tal evolução na qual estamos passando. Desde a promulgação de nossa Carta Magna em 1988, nos deparamos com uma verdadeira crescente civilizacional, esta que tanto sofreu com autoritarismos e opressões do Estado em épocas mais instáveis.
Nossos representantes e suas vontades foram cada vez mais incumbidos de utilizar de forma cada vez mais intensiva, a democracia liberal, onde nos mostrou que protestar também é um ato democrático de vontade pública das massas. Sendo que, não utilizar métodos ímpios ou de cunho pejorativo para não conduzir este movimento para outro sentido, pois, através deles, conseguimos muitas vitórias e conquistas que, independentemente do sentido e resultado, conseguiram ser ouvidos e até atendidos.
A liberdade de expressar é um direito assegurado pelo artigo 5° da nossa constituição, sendo assim, elemento fundamental de uma sociedade que reza em seus pilares, duas torres alfas: igualdade e liberdade. Porém, é um direito que ainda não está em conformidade com a diretriz a qual foi transmitida, devido aos próprios beneficiários.
Atualmente, nos deparamos com este excesso de liberdade, a era do politicamente correto e do moralismo exacerbado, onde não respeitamos A ou B, mas queremos que outrem nos respeitem, transformando em um círculo tendencioso e de fácil globalidade, e com a chegada da tecnologia, faz com que este problema fique bastante nítido: o fácil acesso a redes sociais, informações e falsas mídias, ajudam a aglomeração de reclamações e cobranças, que, mesmo que positivamente, repercute negativamente a um gestor.
Precisamos entender o seguinte: Se a sociedade reprovou e sepultou a inquisição, o muro de Berlim, o apartheid, o fascismo, o nazismo, as ditaduras militares (no Brasil e mundo a fora), e até mesmo o pátrio poder extinguindo o papel do homem como o “chefe de família”, o que dizer da repressão à manifestação do pensamento quando em seu real motivo não há a maquiagem com o intento apenas de oprimir ou retroceder, ou até recolocar nos trilhos algo que já perdeu a rota? Deve ser assegurado por todos, em todos os segmentos sociais, a liberdade de expressão, seja na forma falada, escrita ou protestada.
Não é errado lutar por seus direitos, por seus ideais, ou até um bem maior. O errado é criticar, fazer de suas palavras uma arma na boca de quem não sabe recitar de forma clara e concisa, escute, tenha certeza que está fazendo o certo, afinal, cada um de nós podemos fazer nosso mundo melhor, sobretudo quando todos nós queremos que este mundo tenha o poder de abrangência ao próximo, ao que tenha o mesmo sentimento ou motivo, fazendo com que a sociedade viva em uma efêmera tranquilidade.

 

Jefferson Procópio – Bacharelando em Direito com extensão em Ciência Política
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