Por Carlos Silva – Dia do Radialista: Qual o preço da imparcialidade?

0
O Dia do Radialista foi instituído pela primeira vez num decreto de 1945, criado pelo presidente Getúlio Vargas. Na época, a celebração era no dia 21 de setembro. Em 2006, a data foi mudada para 7 de novembro, em homenagem ao nascimento do músico e radialista Ary Barroso. 
É inegável a força e a importância do rádio em toda história e sua grandiosa contribuição para a sociedade, seja na informação ou como forma de entretenimento. 
Apesar de todo processo de evolução tecnológica e suas quase infindáveis opções em apenas um toque/click, o rádio, através do radialista, resiste e continua exercendo grande influência, inclusive, usando a tecnologia a seu favor e conseguindo um alcance ainda maior sobre o público. Um dos exemplos, são as centenas de “lives” (transmissões em tempo real), possibilitando o até então apenas ouvinte, acompanhar a tudo, ao vivo e a cores. Contudo, visto isso, obviamente que também faz-se necessário uma responsabilidade maior em fazer o bom uso de potentes microfones.
Um dos problemas é que, em grande parte, esse meio de comunicação está infestado com uma espécie não muito rara de verdadeiros psicopatas, pregadores do medo, sanguessugas do meio político, pessoas que devoram e vomitam sobre todo e qualquer código de ética, conduta, moral e parcialidade que ainda existir.
Vale salientar que, aqui não seria eu irresponsável e injusto em generalizar, venho a reafirmar que “toda generalização é injusta“. Portanto, no rádio não é, nem poderia ser diferente. Pois, apesar dos pesares, ainda existem os resistentes a determinados sistemas, práticas que se arrastam por décadas.
Agora, após a fala sobre o que podemos nomear de “banda podre” dessa imprensa, é hora de falarmos um pouco sobre os bons. Sobretudo, porque não apenas de mau caráter são compostos os veículos de comunicação, eis que nesta lista integro os que compõe sites, blogs, TV e afins.
Algumas pesquisas apontam que 85% dos meios de comunicação, grande parte radiofônicos, sofrem influência direta de políticos. Não é uma pesquisa de fonte confiável, entretanto, se olharmos a nossa volta, acho que dificilmente conheceremos alguma rádio que não esteja nesse perfil. 
Existem ótimos profissionais, apesar de serem popularmente conhecidos por “engolidores de sapos“, ou seja, aquele que suporta de tudo um pouco pelo bem maior, seja pelo pão de sua família ou pelo amor ao rádio. Também, coitados, se assim não fizerem, acabam dispensados de suas funções, quando não humilhados ou perseguidos por político “A” que geralmente é um sócio “velado” de determinado sistema de comunicação e comunga de atos arbitrários daquele que responde como Diretor de determinado veículo. Mas, esse profissional consegue sobressair-se e apresentar, na medida do possível, um bom trabalho. Portanto, com muita dificuldade, diga-se de passagem. A esses, meus singelos parabéns pela coragem, força de vontade e competência na função de radialista.
Qual o preço da imparcialidade? Caríssimo. Porém de grande valia para aqueles que respeitam o próximo e a si mesmo, em especial, o telespectador, peça chave em toda essa engrenagem.
Sinceramente não vejo uma solução a curto prazo. Entretanto, acredito que capacidade dos que resistem e em outros que estão por vir. 
    Carlos Silva/Colaborador
Da Redação
Share.