Por Carlos Silva – Muito cuidado com o “Vice” que você elege durante as eleições

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“Vice” é  uma designação de algo ou alguém que ocupa uma posição imediatamente inferior, segundo a maioria dos dicionários. Porém, inferioridade nesse sentido não está atrelada a uma falta de responsabilidade para o que lhe foi confiado.

Tratando especificamente do papel de um “Vice”, seja em eleições Municipais, Estaduais ou Federais, dificilmente a maioria das pessoas se preocupam muito sobre quem é, de onde veio, se tem algum serviço prestado de âmbito social ou  se, pelo menos, demonstra algum dom para a vida pública.

Quem nunca, falou ou ouviu a seguinte frase: Vice e nada é a mesma coisa. Pois bem, estamos sofrendo na pele e no bolso o que foi a escolha pelo peemedebista Michel Temer, a época Vice-Presidente da então eleita Presidenta Dilma Roussef.

De certo, sem uma “ajuda”, coalizão com grandes partidos, dificilmente chega-se a determinadas vitórias. Inclusive, o próprio ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou isso bem claro em Outubro de 2009:  ‘Se Jesus viesse para cá, e Judas tivesse votação, Jesus teria de fazer coalizão com Judas‘, disse a época o então presidente. Até aí, dentro do nosso modelo de fazer política, tudo normal.

O problema, ou os problemas, estão justamente quando acontece a omissão desse, devido a essa cultura de grande parte do povo em não responsabilizar o Vice pelo papel que não exerce, pesando toda responsabilidade apenas no gestor. Já do outro lado, está a cede de poder e o que se faz para manter-se nele, como é o caso do presidente Michel Temer, quando esse “ser de posição intermediária”, assume o controle da situação e impõe suas regras à ferro, fogo e açoites no já historicamente massacrado, povo brasileiro.

Sem querer entrar no mérito do caos em que se encontra nosso país, concluo deixando como reflexão para você leitor, sobre como anda o desempenho do “Vice” na sua cidade, Estado e no Brasil. Talvez alguns precisem até de uma rápida ajuda do “Google” para saber quem é. Mas, dentro da nossa realidade é normal, só não é aceitável continuarmos cometendo os mesmos erros.

Graduando em História pela UEPB
 Da Redação
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