Por Emerson Rodrigues – Campanha da Fraternidade e você, tudo a ver?

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Você já deve ter ouvido falar alguma vez da Campanha da Fraternidade não é? Se não, vamos saber um pouco mais sobre ela. Dai você se pergunta: O que eu tenho a ver com isso? Nem católico(a) eu sou!…

Bom, a Campanha da Fraternidade só existe no Brasil, foi uma iniciativa paroquial, depois diocesana, e acabou sendo adotada por todo o Brasil através da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Começou em 1962 na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Três padres da Associação Caritas do Brasil se juntaram para uma campanha ligada a atividades sociais, e deram o nome de Campanha da Fraternidade.

Desde então a CF tem realizado grandes feitos de orientações e práticas para uma vida melhor, mais fraterna. Algumas das CF foram ecumênicas, ou seja, contaram com a participação de outras igrejas e outras religiões.

Na verdade, as propostas da CF podem ser vividas por qualquer cidadão. Independente da sua religião ou mesmo de sua falta de fé em algum deus ou crença. Pois, é voltada para a formação de cidadãos de bem. Todo aquele que enxerga que pode ser uma pessoa melhor, e termos um mundo melhor, já participa da CF mesmo sem saber!

Este ano o tema da CF é “Biomas brasileiros e defesa da vida”, tendo como lema “cultivar e guardar a criação.” Uma das missões confiadas por Deus a nós seres humanos é ter controle sobre a natureza e sobre si mesmo. Isto é, o homem está acima da natureza e dos animais, mas, não para maltratar e destruir os seres, pelo contrário, mantê-lo para nosso bem estar sem dizimar a vida.

Biomas são ambientes característicos nos quais geralmente as plantas e animais daquela região só existem por ali mesmo, logo, se não tivermos cuidado, eles poderão não existir mais, ou pelo menos, não existirem bem como antes.

Mas, o que isso tem a ver com a Quaresma? Bom, as CF vem com uma proposta para engrandecer as práticas da Quaresma. Ela não abole o jejum, a abstinência e a penitência, aliás, elas vem complementar as obras de caridade incentivadas ainda mais nessa época do ano, com atitudes práticas mais globais, mais amplas do que se teria normalmente.

Ora, não é ato de conversão também quando um cristão, um cidadão passa a enxergar que toda essa beleza vem de Deus? E que conservar o planeta não só o mantém lindo como também salva vidas. A própria vida, a vida da sua família e descendentes, a do próximo. E mesmo que seja um ateu, ele pode perceber que o homem não foi feito para a destruição. E que a vida tem valor. Logo, todos são convidados a sempre estar atento para que pelos atos não acabemos nos destruindo a nós mesmos. Isso é ato de amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.

 

Por Emerson Rodrigues – Professor com Graduação em Ciências da Computação
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