Por Jefferson Procópio – A arte de Compactuar

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A corrupção é uma forma de conduta no mínimo repugnante dos nossos atuais políticos. Desta forma, não obstante, alguns números revelam como esse tipo de atitude parece ditar uma diretriz de comportamento entre a grande parte dos políticos do nosso país. Nunca na história desse Brasil (fala de um ex-presidente), se viu um enorme e estrondoso número de envolvidos em esquemas ou fraudes e até sendo investigados.

De cada três integrantes do Congresso Nacional, pelo menos um é alvo de inquérito ou ações penais atualmente. Dos 64 mil políticos democraticamente eleitos no país, cerca de 23 mil eram fichas-sujas em 2012. Mas porque esse número tão alto? Infelizmente, a facilidade de trazer as pessoas para seu lado vem do fato deles possuírem sempre o discurso e os gestos com base na razão, e não na emoção.

Posso exemplificar que, no meio político tem pessoas com traços de personalidade antissocial, sem nenhum limite moral ou civil. São pessoas que, em geral, têm pouca empatia pelo sofrimento do outro, por isso elas vão fazendo os atos ilícitos, tendem a contar mentiras e a viver delas, ou seja, a pessoa com esse defeito de caráter pode acabar influenciando outras com as quais ela convive no mesmo meio. Eles acabam convencendo os outros e mostrando uma certa ‘normalidade’ nos comportamentos disruptivos. É como uma fruta podre na fruteira.

Em meio a isto, podemos até acreditar em políticos honestos, mas que com o passar do processo político, vai entrando em processo de deterioração juntamente com as “frutas podres” ao qual está aliançado em coligações ou projetos partidários. E com isso, nomes pouco citados, em seu início, ganha uma certa dose de “15 minutos de fama” com seus projetos absurdos ou palavras pouco usuais no campo político.

Utilizando o título deste texto, a arte de compactuar se deve a essas falácias, que conseguem arrastar em sua grande totalidade, políticos “limpos” para seu lado e assim, conseguir uma grande quantidade de apoio, seja na câmara, seja no senado, seja no âmbito nacional, seja no âmbito regional. Quando esta aliança se consuma, o político pode fazer qualquer cenário em seu favor, seja negativo ou positivo.

Tenho plena convicção que alguns governos estão totalmente contaminados. O político pode ser o mais sincero possível na campanha, mas quando ele entra efetivamente para governar, acaba se corrompendo ou precisa se corromper para continuar no cargo. “Se você não andar conforme a carruagem, está fora”. Não estou isentando à culpa da maioria que estava ciente da errônea que estava fazendo, mas existem sim, políticos que são obrigados a entrar em parcerias e em sistemas para favorecerem grupos específicos, e logicamente a propina rola solta.

Ao lado de tão catastrófica mudança, estamos agora convivendo com a incerteza. Pois, cortinas estão sendo derrubadas e deixam às claras a corrupção de quem nem imaginávamos e de quem menos queríamos, com isso a incerteza, a incredulidade nos arrebenta.

Em quem podemos confiar agora?

Escritos de Jefferson Procópio – Graduando em Direito com extensão em Ciência Política

 

 

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