Por Jéfferson Procópio – O Gigante adormeceu mais uma vez – A implacável política da corrupção

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No Brasil, corrupção e política transformaram em conceitos correlatos e sinônimos. Os veículos de mídia, atualmente, empilham centenas de matérias publicadas correspondendo feitos desastrosos e criminosos cometidos por quem deveria nos ajudar através de seu poder de cidadania; os políticos. Feitos esses, que sempre tocam na ferida da população, afinal, é um erro corriqueiro que vem sendo expostos de forma rotineira, e, mesmo sendo uma notícia que não é mais novidade em nosso cotidiano, é um problema que choca com tamanha exposição, pois é sempre realizado debaixo de nossos narizes.

Reflexo condicionado de uma acomodação da sociedade com a atualidade que estamos passando, aceitando esta aberração democrática de forma normal, sem falar em nossa “legislação vovó”, que perdoa ou ameniza crimes de cunho extraordinário devido à gravidade de tais feitos, e nossos políticos partidários coligados e complacentes com cada erro publicado pela mídia, transformando o réu em um driblador de acusações, e assim, aniquilando cada acusação de forma que deixe a população estarrecida com tamanha facilidade que sobressaem.

Congresso nacional e senado não mudaram, a continuidade é a mesma. O que fazem? Destrói, distorce e emendam nossos direitos, nossas esperanças de um futuro melhor, e o pior, sempre felizes com a alegria de escárnio em que consiste no reflexo de quem menosprezam a participação popular, chegando ao cúmulo de afirmar que política é espaço privado, apenas deles, um mundo que cabe em um espaço cúbico onde idealizam a política como um negócio, e… Que vença o bom de lábia.

A ideologia cada vez mais adormecida e nossos representantes cada vez mais preocupados com a dança das cadeiras, procuram um modo de segurar a fina membrana que os mantém no cargo, e afirmando que manter a população na rédea curta é a solução mais viável e que é a mais benéfica. Escravo do Estado e cada dia mais “pagador” de impostos, a fatia mais deliciosa da máquina pública, afinal, o que seria do Estado sem nós? Mas, infelizmente nós, não gostamos de política, é chato, deixa para lá, não se discute, blá blá blá…

A população ainda não entendeu e nem procurou entender que não somos dependentes do Estado, e sim vice-versa. A cada pressão popular, a cada repulsa, a cada rejeição pública os coloca contra a parede, fazendo com que, mesmo temporariamente, possamos ser ouvidos e até provocar uma reviravolta em vários cenários. Afinal, protestar é atestar, para quem investimos passe no teste popular, tudo está na forma de lutar por nossos direitos. E não se engane; os políticos dependem de nosso apoio para chegar ao poder, portanto, uma ameaça, por mais ínfima que seja, causa um estrondoso eco em Brasília.

Após os fatos e alguns ocorridos, é correto afirmar que o gigante acordou?

Definitivamente não. Agora é que adormeceu mesmo… E quando acordou, voltou imediatamente ao seu leito de sono. Este gigante deveria ter a consciência de que a corrupção gera pobreza e faz com que o desenvolvimento do país seja freado e barrado. Está aí a resposta que falta para nossa pátria amada e idolatrada transformar em potência mundial, nada mais é do que a política que rege nosso país.

Não nos enganemos, a corrupção pode ser controlada, mas não extinguida, ela foi transformada em dispositivo independente, pois com tantos decretos e leis existentes, como por exemplo, a lei de ficha limpa (iniciativa popular) pode monitorar certos casos, mas não tem poder de abrangência. A corrupção, como dita antes, é mecanismo impregnado na essência da política brasileira. Só nos resta esperar os próximos capítulos desta saga do gigante adormecido versus política de corrupção…

Jefferson Procópio – Graduando em Direito com extensão em Ciência Política

 

Da Redação/Portal Araçagi

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