
O desempenho da Seleção na estreia da Copa do Mundo no empate por 1 a 1 com Marrocos, no sábado, em Nova Jersey, foi alvo de críticas. Até mesmo o técnico Carlo Ancelotti reconheceu que a atuação, principalmente no primeiro tempo, foi abaixo do esperado em entrevista após o jogo.
Existem pedidos por mudanças no time titular para o duelo contra o Haiti, na próxima sexta. A ausência de Endrick, por exemplo, foi um dos temas mais citados nas redes sociais, mas o treinador italiano desconversou ao ser perguntado sobre o camisa 19.
— Não estou aqui para falar individualmente de um jogador, falo da equipe. A equipe no primeiro tempo não jogou bem, no segundo tempo foi melhor. Tivemos algumas oportunidades. Temos que acertar mais — explicou.
A carreira do italiano é marcada por constantes mudanças e adaptabilidade nas escalações. Não à toa, o treinador nunca repetiu o time titular nas 13 partidas desde que assumiu o cargo.
Isso não é exclusivo da Seleção. No Real Madrid, último clube que comandou antes de chegar ao Brasil, Ancelotti também fazia mudanças jogo após jogo, dificultando que o adversário conseguisse prever qual seria seu próximo passo.
Na temporada 2024/25, a última pelo clube espanhol, o time variou, principalmente, do 4-3-3 para o 4-4-2 com duas linhas de quatro. As principais mudanças vinham nos jogos em que o Real enfrentava equipes de melhor capacidade técnica: nessas, a tendência era sempre por reforçar o meio, tirando um dos atacantes.
Formações do Real nos primeiros jogos da Champions em 2024
- x Stuttgart (4-3-3): Courtois; Vázquez, Carvajal, Rüdiger, Mendy; Valverde, Tchouaméni, Bellingham; Rodrygo, Mbappé, Vini Jr;
- x Lille (4-4-2): Lunin; Carvajal, Militão, Rüdiger, Mendy; Valverde, Tchouaméni, Camavinga, Bellingham; Vini Jr, Endrick;
- x Milan (4-4-2): Lunin; Vázquez, Militão, Rüdiger, Mendy; Valverde, Tchouaméni, Modric, Bellingham; Mbappé, Vini Jr;
- x Dortmund (4-3-3): Courtois; Vázquez, Militão, Rüdiger, Mendy; Bellingham, Valverde, Modric; Rodrygo, Mbappé, Vini Jr.
As variações quase sempre partiam do posicionamento de Bellingham. O inglês ditava o ritmo da formação tática do italiano, que também passava por várias formações dentro da própria partida. Quando precisava reforçar o meio, o meia iniciava o duelo mais posicionado à esquerda; quando a intenção era trazer uma postura ainda mais ofensiva, ele era levado à linha de meio para soltar o ponta do outro lado.
De qualquer forma, era incomum ver repetições de escalações. Vale ressaltar também que o Real Madrid teve inúmeros problemas de lesões em 2024/25: Courtois, Carvajal e Éder Militão, por exemplo, tiveram dificuldade para se manter saudáveis durante toda a temporada.
O Real terminou a fase de liga na 11ª colocação e enfrentou Manchester City, Atlético de Madrid e Arsenal, time pelo qual foi eliminado, no mata-mata. Mesmo com os problemas físicos, Ancelotti optou por mudar as formações em todas as partidas. Isso é de praxe.
- Jogo de ida contra City (4-4-2): Courtois; Valverde, Tchouaméni, Ascencio, Mendy; Rodrygo, Camavinga, Ceballos, Bellingham; Mbappé, Vini Jr;
- Jogo de volta contra City (4-4-2): Courtois; Valverde, Rüdiger, Ascencio, Mendy; Rodrygo, Tchouaméni, Ceballos, Bellingham; Mbappé, Vini Jr;
- Jogo de ida contra Atlético (4-2-4): Courtois; Valverde, Rüdiger, Ascencio, Mendy; Tchouaméni, Camavinga; Rodrygo, Brahim Díaz; Mbappé, Vini Jr;
- Jogo de volta contra Atlético (4-4-2): Courtois; Valverde, Rüdiger, Ascencio, Mendy; Rodrygo, Modric, Tchouaméni, Bellingham; Mbappé, Vini Jr;
- Jogo de ida contra Arsenal (4-4-2): Courtois; Valverde, Asencio, Rüdiger, Alaba; Rodrygo, Modric, Camavinga, Bellingham; Mbappé, Vini Jr;
- Jogo de volta contra Arsenal (4-3-3): Courtois; Vázquez, Asencio, Rüdiger, Alaba; Valverde, Tchouaméni, Rodrygo, Bellingham, Vini Jr; Mbappé.
Fonte: Ge